Nada pode ser capaz de deixar os pais tão felizes como as primeiras palavras de um filho, os balbucios que dão a entender “papai”, “mamãe”, e começam a torná-lo de vez um indivíduo social e comunicativo... Mas, e se esses sons demorarem um pouco a sair? Não se preocupe. As crianças têm ritmos muito diferentes e as formas de expressão vão evoluindo de sons indecifráveis até a pronúncia de palavras, inicialmente só por repetição, até adquirir, de fato, as habilidades da linguagem. Descubra qual o tempo médio para começar a falar, quando o silencio deve levantar um alerta e aprenda também dicas para ajudar seu filho a começar a tagarelar o quanto antes. Só não vale reclamar depois! Primeiras palavras A fonoaudióloga Daniela Molini, professora do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade de São Paulo (USP) explica que o balbucio já é um meio comunicativo, ainda não vocal, mas que evidencia o desejo de se expressar. Já as primeiras palavras, segundo ela, são esperadas entre sete meses e um ano, quando o normal é falar aproximadamente 10 palavras, mas é só uma estimativa. “Cada criança é única e tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. As escalas de desenvolvimento de linguagem representam uma média do que se é esperado para a maioria das crianças da mesma faixa etária”, diz. Com cerca de seis meses as denominadas vocalizações assumem as primeiras semelhanças com a linguagem materna, portanto, é um momento crucial para a aprendizagem, explica a fonoaudióloga Márcia Dipsie, especialista Crianças que não falam Não é incomum crianças entre dois e três anos não conseguirem ao menos repetir palavras simples e isso não indica, necessariamente, problemas de saúde e, sim, dificuldades na própria convivência familiar. Daniela explica que pais que passam pouco tempo com seus filhos, que não brincam, não contam histórias, não conversam sobre as atividades do dia a dia, ou seja, não provocam a conversa estão enquadrados em “grupos de risco”. Há ainda outros problemas como a infantilização nos modos de falar dos pais, e que pode atrapalhar bastante. “Pais que acham bonitinho a criança falar errado e até estimulam este tipo de fala também contribuem para um possível atraso no desenvolvimento da fala”, avalia. Márcia sugere que os pais fiquem atentos para como falam com o filho e o que falam para nãos estarem, sem querer, induzindo que ele cometa erros ou aprenda errado. “O filho se espelha em tudo nos pais, inclusive para aprender a falar e descobrir o som das sílabas e fonemas. Se a mãe, por exemplo, fala errado com ele ou usa uma linguagem infantilizada, ele também falará assim”. Mas como saber se a criança está de fato atrasada? Daniela aconselha observar se ela está muito aquém das outras da mesma idade, não conseguindo se comunicar com os outros, ou se apenas os familiares compreendem a criança, gerando até mesmo prejuízo social decorrente da alteração da fala. Apesar de a especialista alertar que até os quatro anos é natural trocar letras e vogais, não perceber o som diferenciado dos fonemas e outros pequenos desvios, ela também frisa que um atraso muito grande pode prejudicar o desenvolvimento. “Quanto mais uma criança demora a falar, mais o seu desenvolvimento geral fica prejudicado. Se ela não é compreendida, a criança tende a se tornar mais quieta, inibida ou o contrário, ansiosa, agitada e até agressiva”, avisa Daniela. O fonoaudiólogo, profissional que cuida dos problemas da fala, faz uma avaliação inicial das habilidades comunicativas da criança e, dependendo do resultado, traça o planejamento terapêutico, que varia de criança para criança. E o tratamento é realizado de forma lúdica, afirma Daniela, para que a criança se sinta estimulada a colaborar no processo. “A identificação e o tratamento precoce das alterações de fala, linguagem e audição podem prevenir problemas de comportamento, aprendizagem, leitura e interação social”, conclui. AJUDA: - Contar histórias, interpretar, criar coreografias com a criança, vale cantar, se expressar o máximo possível. - Leve, sempre que possível, a criança para passear, explore ao máximo o mundo ao seu redor, carregando-a numa posição em que ela possa olhar de frente, vá indicando os locais. - Entre no mundo do seu filho e seja novamente uma criança, lembre-se como você adorava brincar de carrinho ou boneca. “Faça de conta...”. - Converse com seu filho, faça-o participante da vida. -Aproveite a hora do banho, das trocas de fraldas, das refeições para conversar bastante, dar colo e aconchego. - Tente sempre repetir corretamente a palavra que ele pronunciou errado ATRAPALHA: - Falar com voz infantilizada e de forma errada. Jamais fale “Nenê , qué tolinho?”, em vez de “Você quer colo?”. - Repetir uma palavra do jeito que seu filho falou. Nada de perguntar se ele quer “aga”, para água. - Solucionar/oferecer o que ele pede logo que aponta ou balbucia. Deixe-o tentar falar, encontrar maneiras de ser compreendido. - Não conversar com o seu filho ou deixá-lo aos cuidados de alguém muito quieta. Nossas fontes Daniela Regina Molini é fonoaudióloga, professora do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Márcia Dipsie é fonoaudióloga, especialista em motricidade orofacial fonte. www.namochila.com |
"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola com as próprias mãos a derruba" Provérbios 14:11. Busque ao Senhor e você encontrará sabedoria.
domingo, 20 de novembro de 2011
Quando começa a fala?
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