quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Perigo real no mundo virtual

mundo_virtual1Controlar o uso de redes sociais e o que é visto na internet é fundamental para garantir a segurança das crianças 
A geração de hoje nasceu com a internet. Assim, cada vez mais cedo, as crianças aprendem (muitas vezes sem a ajuda de ninguém) a manipular o computador e explorar o mundo virtual. Segundo dados do instituto de pesquisa Millward Brown Brasil, as crianças brasileiras de 4 a 12 ano
s são as que mais acessam a internet no mundo todo, passando cerca de 13 horas online por semana. Desse tempo, 60% é dedicado às redes sociais, sites de entretenimento e mensagens instantâneas.
Apesar de redes sociais virtuais como Facebook e Orkut possuírem restrição de idade para utilização – no mínimo 13 anos – os pequenos estão driblando a classificação etária. “Não há uma idade certa para iniciar o uso da internet. Quando as crianças são muito novinhas, deve-se identificar se realmente é necessário esse uso. A partir dos 7 anos, quando já costuma ser aceitável o acesso à rede, os pais precisam acompanhar diariamente o que seus filhos fazem na internet”, aconselha a psicóloga Lúcia Marmulsztejn.

Exposição a riscos
Cerca de 60% dos pais brasileiros não coloca limites aos filhos para a navegação na Internet, apesar de 53% sentir que eles não estão seguros com isso. Foi o que revelou uma pesquisa da ONG Safernet, realizada em 2008. Entretanto, segundo a psicóloga, os pais precisam impor limites e observar sempre o que as crianças estão fazendo no mundo virtual.
“Há uma vasta e extensa lista de riscos reais que a internet pode trazer, desde a visualização inesperada de conteúdo pornográfico ocasionado por um banner; vídeos com cenas violentas; textos, filmes ou frases de discriminação, apologia às drogas, entre outros”, alerta o professor de informática Rodolpho Güther Guedin. E, em casos mais graves, as crianças podem ser vítimas de cyberbullying (bullying praticado por meio de redes sociais, emails, torpedos, etc.) e pedofilia.
Só no mês de agosto de 2011, a Safernet recebeu mais de 1.200 denúncias de pornografia infantil. “Existem pessoas com táticas pré-estabelecidas e boa conversa, que se aproximam das crianças por meio de redes sociais e comunicadores instantâneos e oferecem algum tipo de vantagem, atraindo-as com o intuito de molestá-las”, diz Rodolpho. Por isso, o controle pelo adulto responsável sobre o que a criança vê no computador é de extrema importância para a segurança dela. “Ter acesso às senhas é uma forma de controlar, mas o mais importante é impor limites e conhecer bem os filhos. Conversar todos os dias com a criança, questionar sobre as atividades praticadas na rede e acessar o que os filhos acessam é fundamental. E os filhos devem saber que os pais estão por perto, monitorando o uso. Além de gerar uma relação de confiança, as crianças precisam se sentir protegidas”, ensina Lúcia.

Benéfico na medida certa
Ninguém precisa proibir os pequenos de usarem a internet, já que as redes sociais, quando bem utilizadas, trazem benefícios. “Elas podem facilitar o início de alguns relacionamentos ou mesmo fortalecer outros, em que haja dificuldade em estar próximo no dia a dia. Costuma ajudar também quem é mais tímido, pois a relação virtual dá um pouco mais de segurança para o início do contato pessoal”, explica a psicóloga.
Além disso, a internet facilita o estudo, as pesquisas e a diversão por meio de jogos interativos. Para Lúcia, esse uso é positivo desde que não atrapalhe a vida real. Atividades na internet não devem substituir, por exemplo, esportes, brincadeiras fora do computador, cinema, entre outras opções de lazer fora do computador. pequenos de usarem a internet, já que as redes sociais, quando bem utilizadas, trazem benefícios. “Elas podem facilitar o início de alguns relacionamentos ou mesmo fortalecer outros, em que haja dificuldade em estar próximo no dia a dia. Costuma ajudar também quem é mais tímido, pois a relação virtual dá um pouco mais de segurança para o início do contato pessoal”, explica a psicóloga.

Dicas de segurança
Manter os pequenos longe do perigo não é fácil. Mas, com as recomendações dos especialistas, a tarefa pode se tornar mais simples:
- Já existem redes sociais específicas para crianças, com jogos, chats e outras atividades de entretenimento. Antes dos 13 anos, elas não devem acessar redes como Facebook e Orkut.
- Se optar por liberar as redes sociais comuns para os pequenos, mantenha o acesso às senhas desses sites e não permita a divulgação de dados pessoais como endereço, telefone, escola em que estuda e fotografias.
- Os pais devem se certificar de que o conteúdo nas redes sociais da criança está fechado somente para os amigos, e verificar se ela só se relaciona com quem conhece.
- Evite a publicação de imagens que dêem pistas sobre a realidade financeira da família, como fotos com o uniforme da escola.
- “Os pais ou responsáveis devem regulamentar horário e quantidade de tempo para o uso do computador, que deve ser instalado em lugares de grande circulação, nunca no quarto das crianças”, indica Rodolpho.
- Converse claramente e explique sobre todos os riscos que os pequenos podem correr acessando a internet.


Nossas fontes
Lúcia Marmulsztejn é psicóloga da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro
Rodolpho Güther Guedin é professor de informática pós-graduado em Informática em Educação
Texto Marisa Sei

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