Aos 3 anos de idade foi a primeira vez em que a pequena Viviane, 4 anos, visitou o oftalmologista. “Eu não conhecia o teste do olhinho e a minha filha não fez o exame na maternidade”, comenta a assistente de artista plástica Isis Iga. Apesar de ter extrema importância na prevenção de doenças oculares em crianças, a maioria dos pais desconhece o teste do reflexo vermelho, conhecido como “teste do olhinho”, e, por isso, não exige a realização do exame quando a criança nasce. Cerca de 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados com o diagnóstico precoce dos problemas, segundo dados do Ministério da Saúde. Desde junho de 2010, o teste do olhinho deve ter cobertura obrigatória de todos os planos de saúde, porém somente em alguns estados do país é exigida a obrigatoriedade em hospitais públicos. “O teste é simples, feito com um oftalmoscópio, um tipo de lanterna, para observar a retina, localizada no fundo do olho da criança. Por ser rica em vasos sanguíneos, a retina apresenta reflexo vermelho. Quando o bebê tem algum problema nos olhos, o reflexo é branco”, explica o oftalmologista José Henrique Tamburini. Simples e indolor, o exame é capaz de detectar doenças que podem levar à cegueira se não diagnosticadas e tratadas precocemente. A catarata infantil, por exemplo, é responsável por cerca de 20% dos casos de cegueira ou baixa visão. “Além da catarata, com o teste é possível avaliar possíveis tumores e outras malformações”, acrescenta a oftalmologista O teste do olhinho deve ser feito logo ao nascer e novamente aos 6 meses de idade, em consulta de rotina com o oftalmologista. “Repetir o exame é importante para acompanhar o desenvolvimento do olho do bebê, prevenindo tumores como a retinoblastoma, um tumor raro que acomete crianças. Se, com 6 meses, o teste indicar que os olhos estão saudáveis, repete-se com 1 ano, idade em que é possível detectar também os erros de refração (problemas de grau)”, revela Luciene. O exame precisa ser refeito anualmente até a criança completar 7 anos de idade, período em que o núcleo da visão no cérebro termina de se formar. Afaste esse risco Assim como os adultos, as crianças precisam visitar o oftalmologista para uma consulta de rotina todo ano. “A oftalmologia evoluiu muito e o resultado tem sido satisfatório se o problema for diagnosticado precocemente”, informa Tamburini. Saiba mais sobre as doenças que podem afetar os olhos durante a infância: - Catarata: pode ser congênita, quando a criança já nasce com o problema, ou aparecer algum tempo depois. É a opacificação do cristalino, lente natural e transparente, dentro do olho, que tem a função de focalizar os objetos. É uma das principais causas de - Glaucoma: um em cada dez mil bebês é portador de glaucoma congênito, que se caracteriza pela pressão intraocular alta e, se não tratado a tempo, pode levar à cegueira. “O glaucoma infantil não é silencioso como no adulto; manifesta-se com sinais claros. Geralmente, a córnea é branca e o globo ocular protuso. Um pediatra é capaz de detectar o problema na criança”, afirma Luciene. O tratamento envolve cirurgia e uso de colírios. - Retinoblastoma: tipo de tumor mais comum em crianças, tem origem genética e em 40% dos casos é hereditário. Pode ser congênito ou aparecer durante os três primeiros anos de vida e os sintomas mais comuns são estrabismo e reflexo branco na pupila. Quando detectado no início, há grandes chances de cura com o paciente preservando o olho e a visão. - Estrabismo: caracterizado por olhos desalinhados, atinge de - Erros de refração: são os “problemas de grau”, como miopia e hipermetropia. “É importante detectá-los desde cedo, pois, se diagnosticados tardiamente, não têm tratamento e permanecem para o resto da vida. Quando detectado o grau da criança, o tratamento é feito com óculos ou tampão, para estimular a visão”, salienta a especialista. Fique de olho! Caso algum sintoma surja nos olhos do bebê, o médico deve ser consultado imediatamente. “Os pais devem ficar atentos ao comportamento da criança: se ela coça demais os olhos, se chega muito perto da televisão, se há vermelhidão ou secreção”, ensina Luciene. Um dos problemas comuns e de menor gravidade é a conjuntivite, infecção por bactéria ou vírus, transmitida por contato (quando a criança leva as mãos aos olhos, por exemplo). “A doença não traz problemas graves, só afasta a criança do convívio social por um tempo e é facilmente tratada com colírios”, destaca a oftalmologista. Nossas fontes José Henrique Tamburini é oftalmologista e médico ortomolecular, especialista fonte: www.namochila.com |
"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola com as próprias mãos a derruba" Provérbios 14:11. Busque ao Senhor e você encontrará sabedoria.
domingo, 20 de novembro de 2011
Olhinhos bem cuidados!
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